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Dirigido por Dominik Moll, Caso 137 estreia nos cinemas em 16 de abril

Lucas Furtado

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Stéphanie, uma policial da Corregedoria, é designada para um caso envolvendo um jovem gravemente ferido durante uma manifestação tensa e caótica em Paris. Embora não encontre evidências de violência policial irregular, o caso toma um rumo pessoal quando ela descobre que a vítima é de sua cidade natal.

Com esta premissa, “Caso 137”, de Dominik Moll, chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de abril de 2026. O thriller policial teve sua estreia mundial na competição principal do último Festival de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro. No recente Prêmio César, considerado o Oscar francês, recebeu oito indicações, vencendo na categoria de melhor atriz para Léa Drucker. 

“Primeiramente, trata-se de uma investigação cativante, muito precisa e técnica, que se transforma em uma obsessão para a policial”, destaca Léa, sobre sua impressão inicial ao ler o roteiro. “Mas o que realmente me impressionou foi a jornada de Stéphanie, sua personagem. No final, fiquei tomada pela emoção. Acho que foi o contraste entre seu rigor extremo e sua humanidade que me impactou”, acrescenta. Na França, “Dossier 137” foi um sucesso de público, onde registrou mais de 750 mil ingressos vendidos.

“Caso 137” deu à atriz seu segundo César. O primeiro foi por seu trabalho em “Custódia”, de Xavier Legrand. “Achei a personagem muito comovente. Em uma situação de crise onde a violência dos relacionamentos parece destruir tudo, ela exala muita humanidade. E também inquietação”, explica. “É o tipo de papel que não se encontra todos os dias. O filme levanta questões importantes sobre a sociedade sem ser moralista. E, ao ler o roteiro, já era possível sentir seu enorme poder cinematográfico”, resume a artista.

O trabalho da IGPN, divisão de Assuntos Internos da polícia francesa, sempre intrigou o diretor Dominik Moll. “Por serem policiais investigando outros policiais, esses homens e mulheres se encontram em uma posição desconfortável”, avalia. “São vistos de forma negativa, frequentemente desprezados e às vezes odiados por seus colegas, enquanto são criticados simultaneamente por certos veículos de comunicação que os acusam de serem juízes e júri”, complementa.

“Essas tensões me interessaram e, intuitivamente, senti que havia caminhos interessantes para explorar em uma obra de ficção”, aponta o realizador do premiado “Harry Chegou para Ajudar”. “Como alguém lida com o fato de estar no meio de um fogo cruzado? E com a necessidade de investigar colegas que não fazem segredo de sua animosidade?”, questiona Moll, que divide o roteiro com seu parceiro habitual, Gilles Marchand.

“Caso 137”, de Dominik Moll

Thriller Policial | 2025 | 115 minutos | Verifique a classificação indicativa

Estreia no Circuito Comercial Brasileiro: dia 16 de abril de 2026

Ficha Técnica

Direção: Dominik Moll

Roteiro: Dominik Moll e Gilles Marchand

Fotografia: Patrick Ghiringhelli

Trilha Sonora Original: Olivier Marguerit

Direção de Arte: Emmanuelle Duplay

Direção de Elenco: Agathe Hassenforder e Fanny de Donceel

1º Assistente de Direção: Thierry Verrier

Engenheiro de Som: François Maurel

Montagem: Laurent Rouan

Edição de Som: Rym Debbarh-Mounir

Mixagem: Nathalie Vidal

Continuísta: Cathy Mlakar

Figurino: Dorothée Guiraud

Maquiagem e Cabelo: Kaatje Van Damme

Produção: Caroline Benjo, Barbara Letellier e Carole Scotta

Produtor Associado: Simon Arnal

Elenco Principal: Léa Drucker (Stéphanie), Jonathan Turnbull (Benoît), Mathilde Roehrich (Carole), Pascal Sangla (Marc), Claire Bodson (Valérie), Florence Viala (Mme Jarry) e Hélène Alexandridis (Mme Nicollet)

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