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Panorama Internacional Coisa de Cinema realiza mostra interinerante e chega ao CCBB RJ de 16 a 26 de julho
Um dos mais importantes festivais brasileiros, o Panorama Internacional Coisa de Cinema realiza, pela primeira vez, uma mostra itinerante que reúne grande parte dos filmes premiados em sua 21ª edição, realizada pelo CCBB Salvador entre os dias 25 de março e 1º de abril de 2026, na capital baiana e em Cachoeira. Muitos dos títulos selecionados terão sua primeira exibição no Rio de Janeiro, oferecendo ao público carioca a oportunidade de descobrir obras que vêm se destacando no circuito de festivais.
De 16 a 26 de julho, será exibida gratuitamente, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, uma seleção de dez longas-metragens e 12 curtas-metragens premiados pelo festival na mostra Premiados do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema. Os ingressos podem ser retirados a partir das 9h do dia de cada sessão, na bilheteria física ou pelo site do CCBB Rio. A mostra tem patrocínio do Banco do Brasil.
“É com muita alegria que faremos a circulação dos filmes premiados na XXI edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, o festival mais antigo em atividade na Bahia. Além disso, levaremos alguns filmes exibidos em sessões não competitivas. Esse intercâmbio permitirá que algumas obras, principalmente as produzidas na Bahia, tenham a sua estreia carioca”, comenta Marília Hughes, diretora e uma das curadoras do festival
Entre os destaques da programação estão Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança, vencedor do prêmio de Melhor Longa-Metragem da Competição Nacional; Anti-heróis do udigrudi baiano, de Henrique Dantas, eleito Melhor Longa da Competição Baiana; e Aisha não pode voar, coprodução entre Egito e França dirigida por Morad Mostafa, vencedora da Competição Internacional.
Além dos filmes premiados, a programação inclui sessões especiais de dois títulos fundamentais da história do cinema. O público poderá rever Meteorango Kid, o herói intergaláctico (1969), de André Luiz Oliveira, filme emblemático do cinema brasileiro de invenção e resistência, e De certa maneira (1974), único longa-metragem da cineasta cubana Sara Gómez, marco do cinema latino-americano e uma obra pioneira na articulação entre ficção e documentário para abordar as transformações sociais da Cuba pós-revolução.
A mostra apresenta ainda a seleção especial A Onda Queer do Super 8 Paraibano, composta por cinco curtas-metragens realizados no início dos anos 1980, revelando uma produção anárquica, inventiva e ousada que marcou a história do audiovisual paraibano.
Encerrando a programação, será exibido o filme inédito As Travessias de Letieres Leite, de Day Sena e Iris de Oliveira, emocionante homenagem ao músico, compositor e maestro Letieres Leite, cuja contribuição para a cultura brasileira permanece viva e inspiradora.
Atividades extras
O festival traz também para o CCBB RJ duas oficinas realizadas na edição deste ano.
No dia 18 de julho (sábado),das 10h às 13h, o jornalista, produtor cultural e cineclubista Adolfo Gomes, ministra a Oficina de Crítica Cinematográfica. A atividade busca estimular a reflexão sobre o audiovisual por meio da escrita crítica, propondo análises detalhadas de filmes e exercícios práticos de síntese textual.
No sábado seguinte, 25 de julho, das 10h às 12h, acontece a Oficina de Restauração Digital, com William Plotnick, arquivista audiovisual, criador e cofundador da Cinelimite, organização sem fins lucrativos dedicada à preservação e à distribuição de obras raras e pouco vistas do cinema brasileiro. A oficina oferece uma introdução prática ao processo de restauração digital de filmes, com base em estudos de caso desenvolvidos pela Cinelimite desde 2023, envolvendo obras em 35mm, 16mm e 8mm — formatos cujas especificidades técnicas influenciam diretamente as escolhas ao longo do processo de restauração.
Programação – 16 a 26 de julho (quinta a domingo)
Disponível também no site bb.com.br/cultura
Dia 16 de julho
17h30 – Premiados Competição Nacional – Júri Oficial
Irmã, de Anderson Bardot. Brasil (ES), 2026, 25 min, cor. 14 anos.
Prêmio de Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial
Iara e Elisa estão conectadas pelas águas de uma cachoeira ancestral — as mesmas águas que um dia batizaram seus pais na fé evangélica.
Uma Baleira Pode Ser Dilacerada como Uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança. Brasil (RJ), 2025, 71 min, cor. 14 anos
Prêmio de Melhor Roteiro, Direção De Arte e de Melhor Filme
Arrábi herda uma escola de samba em ruínas e decide se desfazer de seus destroços. Com uma pequena trupe, percorre a cidade do Rio de Janeiro atravessando memórias, traumas esquecidos e fragmentos de um amor perdido. Livremente inspirado em Moby Dick, de Herman Melville.
Dia 17 de julho, sexta-feira
13h30 – Premiados Competição Baiana – Júri Oficial
Xingu à Margem, de Arlete Juruna e Wallace Nogueira. Documentário. Brasil (BA/PE/PA), 2025, 82 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Direção – Júri Oficial
“O rio Xingu não obedece leis, ele vem restaurando e ressuscitando espíritos contra todo o mal a quem o fez”, assim profana Dona Raimunda que, com seu machado de duplo fio, separa com justiça o mal do bem. Sua luta escancara a dura realidade de segregação vivida por Ribeirinhos, Beiradeiros e Indígenas na Volta Grande do Xingu, em Altamira (PA), desde a construção da Hidrelétrica de Belo Monte.
15h30 – Premiados Competição Baiana – Júri das Associações
Cartas para…, de Vânia Lima. Documentário. Brasil (BA), 2025, 89 min. Livre.
Menção Honrosa Júri das Associações
Paulina Chiziane em Moçambique, Elisa Lucinda no Brasil e Raquel Lima em Portugal têm seu cotidiano revelado e alterado na troca de nove cartas que atravessam o Atlântico e sua história colonial.
17h30 – Premiados Competição Nacional – Júri Oficial
Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar. Brasil (SP), 2026, 85 min, cor. 14 anos.
Prêmio de Melhor Atuação Júri Oficial
Às vésperas dos 65 anos, Dolores tem a premonição de que será dona de um cassino, mas seu passado com o vício em jogo ameaça seus planos. Sua filha Deborah espera o namorado sair da prisão para recomeçar, enquanto a neta Duda busca uma chance nos EUA. Três gerações apostam no tudo ou nada para transformar sonhos de uma vida melhor em realidade.
Dia 18 de julho
10h – Oficina de Crítica Cinematográfica comAdolfo Gomes, jornalista, produtor cultural e cineclubista. 14 anos.
13h30 – Sessão Especial Sara Gómez
De Certa Maneira, de Sara Gómez. Cuba, 1977, 74 min, p&b. 10 anos.
Mario, um operário de fábrica, e Yolanda, uma professora, se apaixonam. Porém uma crise moral se instala no romance crescente entre eles, ressaltando as diferenças em suas perspectivas e valores.
15h30 – Sessão Especial – Filme Restaurado
Meteorango Kid: Herói Intergalático, de André Luiz Oliveira. Brasil (RJ), 1969, 85 min, p&b. 16 anos.
O filme acompanha, de forma anárquica e irreverente, Lula, um estudante universitário, em seu aniversário. Representante de uma geração oprimida pela ditadura e por uma sociedade hipócrita, ele transgride normas com fantasias e delírios libertários, fumando maconha e espalhando inconformismo, convidando à rebelião contra todos os “ismos” de maneira radical e irrestrita.
17h30 – Premiados Competição Baiana – Júri Oficial
Bregueragem, de Daniel Arcades. Documentário. Brasil (BA), 2026, 17 min. 12 anos.
Prêmio de Melhor Filme de Curta-metragem – Júri Oficial
Uma noite numa casa de seresta. Junto a Francisco, um romântico apaixonado pelo brega, revelam-se histórias, emoções, personagens e elementos ultrarromânticos visíveis e invisíveis à noite.
Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas. Documentário. Brasil (BA), 2025, 92 min, cor. 14 anos.
Prêmio Melhor Filme de Longa-metragem – Júri Oficial
O filme se debruça sobre obras experimentais do movimento de cinema marginal realizado na Bahia, que trabalham trajetórias dos personagens, à margem da sociedade, tendo os movimentos disruptivos como condução das narrativas.
Dia 19 de julho
15h – Premiados Competição Nacional
Replikka, de De Piratá Waurá e Heloisa Passos. Documentário. Brasil (SP/MT/PR), 2025, 16 min, cor. Livre.
Melhor Curta-Metragem – Prêmio Canal Brasil
Em Replikka, tecnologia e sabedoria Indígena nos levam a embarcar numa jornada espiritual e meditativa sobre memória, identidade, perda e renascimento. A resiliência do povo Wauja do Xingu, diante da destruição de sua história, é prova de que a força da ancestralidade atemporal jamais pode ser apagada.
Até Onde a Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero. Documentário. Brasil (SP), 2025, 77 min, cor.12 anos.
Prêmio de Melhor Som – Júri Oficial
Três gerações do povo Kariri-Xocó realizam uma expedição pelo território ancestral, tomado ao longo da colonização. Entre memórias silenciadas — língua, saberes e rituais ocultados para sobreviver — percorrem marcos geográficos munidos de câmeras e objetos sagrados.
17h – Premiados Competição Internacional – Júri Oficial
Porque Hoje e Sábado, de Alice Eça Guimarães. Animação. Portugal/França/Espanha, 2025, 13 min, cor. 10 anos.
Prêmio de Melhor Curta – Júri Oficial
É sábado e uma mulher bate-se com a dificuldade de conciliar a sua vida doméstica e a sua necessidade de evasão.
Aisha Não Pode Voar, de Morad Mostafa. EGY/SDN/TUN/SAU/QAT/FRAU/DEU, 2025, 132 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Longa – Júri Oficial
Aisha é uma cuidadora sudanesa que vive no centro do Cairo. Diariamente, ao sair para trabalhar, testemunha a tensão entre os outros imigrantes africanos e os membros das gangues egípcias locais. Aos 26 anos, ela se vê presa entre um relacionamento indefinido com um jovem egípcio – um gângster que a chantageia em troca de segurança – e uma nova casa em que é designada para trabalhar.
Dia 23 de julho
17h30 – Premiados Competição Nacional
Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira. Brasil (PI), 2026, 20 min. 12 anos.
Prêmio de Melhor Curta-Metragem – Júri das Associações
Em um pequeno povoado, nas margens do Açude Caldeirão, uma equipe de cinema para no emaranhado do tempo. Imagens de arquivo dos anos 1970 e registros de 2017 a 2024. O território marca uma paisagem-corpo, um arquivo vivo do interior do Brasil, que guarda mitos, memórias e saudade.
Quem se Move, de Stephanie Ricci. Brasil (SP), 2025, 20 min, cor.
Prêmio de Melhor Curta-Metragem – Júri Jovem
Ao longo de uma noite em Lisboa, a jovem brasileira René enfrenta a precariedade da vida como imigrante. Entre encontros e conflitos internos, lida com sentimentos de pertencimento e deslocamento. Diante do dilema entre permanecer ilegal em uma cidade cada vez mais estranha ou voltar ao lar do qual fugiu, atravessa uma jornada íntima de incerteza e decisão.
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente. Brasil (CE), 2025, 85 min, cor.
Prêmio de Melhor Longa Metragem Júri das Associações e Júri Jovem
Madalena é uma produtora de cinema tendo que lidar ao mesmo tempo com a morte recente do pai, sua gravidez de 8 meses e a produção de uma ficção científica B onde tudo parece dar errado.
Dia 24 de julho
13h30 – Premiados Competição Baiana – Júri Oficial
Rambutan, de Erika Fromm. Brasil (BA/SP), 2026, 12 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Som – Júri Oficial
À beira do mar, dois irmãos nutrem a expectativa de rever a mãe. Depois de longa e misteriosa ausência, ela deve voltar a qualquer momento. Enquanto isso, eles fazem companhia um ao outro e resolvem a vida doméstica como um ritual. Quase adolescente, José, o caçula, sente as transformações do seu corpo dividido entre o desejo de crescer e o medo de deixar a infância e não ser reconhecido.
Sopro, de Fernanda Beling. Brasil (BA), 2026, 14 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Direção de Arte – Júri Oficial
No sétimo aniversário de uma criança que vive com sua “família perfeita” em uma “casa de bonecas”, mas não se encaixa nas normas convencionais de gênero, a pressão social imposta é tão sufocante que a única maneira de escapar é fazendo o pedido mágico de aniversariante antes de soprar a vela do bolo.
A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama. Documentário. Brasil (BA), 2025, 20 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Montagem – Júri Oficial
A Cachoeira de Paulo Afonso, uma força da natureza no meio do sertão brasileiro, tem sua voz silenciada pelas demandas do progresso.
O Que Você é Sai por Todos os Lados, de Larissa Lacerda. Documentário. Brasil (BA), 2025, 24 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Roteiro – Júri Oficial
A partir de sua vivência como filha e irmã de mulheres lésbicas, Larissa Lacerda investiga os silenciamentos que marcaram sua infância. O filme percorre a história de sua mãe, que viveu amores lésbicos no interior da Bahia nos anos 1980 e 1990, e revela impactos da invisibilidade nas relações familiares. Em primeira pessoa, o documentário aproxima gerações e evidencia afetos, resistências e novas formas de existir em família.
A Cor da Patroa, de Milena Anjos. Brasil (BA), 2025, 24 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Atuação – Júri Oficial
Com a suspensão das aulas devido a tensão policial em represália a um protesto da comunidade, uma criança acompanha a mãe em um dia de trabalho como empregada doméstica e se surpreende ao conhecer a patroa dela.
15h30 – Sessão Especial Homenagem
As Travessias de Letieres Leite, de Iris De Oliveira e Day Sena. Documentário. Brasil (BA), 2026, 84 min, cor.
Com depoimentos do próprio Letieres, músicos, alunos e parceiros, o filme percorre suas travessias desde o início, como músico autodidata, os estudos na Europa, as contribuições como arranjador, produtor e diretor musical de grandes artistas, e, principalmente, a pesquisa sobre a herança das matrizes africanas na música popular brasileira que resultaram na sistematização do método de ensino UPB – Universo Percussivo Baiano e na aplicação do corpo que dança.
17h30 – Premiados Competição Nacional
Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho. Brasil (BA), 2025, 20 min, cor.
Prêmio de Melhor Filme de Curta-metragem – Júri das Associações e Júri Jovem
Davi deseja que seu cachorro Maic tenha filhotes. No entanto, ele percebe que Maic não demonstra interesse em cruzar. Davi fica confuso e frustrado ao notar que Maic parece preferir a companhia de Chambinho, outro cachorro macho.
Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa. Brasil (BA/RJ), 2025, 84 min, cor.
Prêmios de Melhor Filme de Longa-metragem – Júri das Associações e Júri Jovem/ Melhor Fotografia – Júri Oficial
Jonas divide a casa com Nestor, seu irmão cego, que é ao mesmo tempo amparo e prisão. Sob o silêncio de memórias que o adoecem, Jonas alimenta em segredo o afeto por Lúcia, sua vizinha. Mas nesta noite Lúcia virá para o jantar, e Jonas precisará enfrentar a sombra de sua timidez, confrontando os fantasmas que o impedem de se reconhecer digno de amor.
Dia 25 de julho
10h – Oficina de Restauração Digital, com William Plotnick (14 anos)
13h30 – Premiados Competição Nacional – Júri Oficial
IRMÃ, de Anderson Bardot. Brasil (ES), 2026, 25 min, cor. 14 anos.
Prêmio de Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial
Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como Uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança. Brasil (RJ), 2025, 71 min, cor. 14 anos
Prêmio de Melhor Roteiro, Direção De Arte e de Melhor Filme
15h40 – Mostra A Onda Queer do Super 8 Paraibano
Closes, de Pedro Nunes. Brasil (PB), 1982, 32 min, cor. 18 anos
Closes articula depoimentos e encenações para abordar a homossexualidade no Brasil do início dos anos 1980, colocando em diálogo falas de diferentes pessoas com cenas ficcionais que acompanham a relação afetiva entre dois homens, expondo tensões entre desejo, repressão social e discurso público em um contexto ainda marcado pela censura e pelo preconceito.
De Nós Também, de Baltazar da Lomba. Brasil (PB), 1982, 19 min, p&b. 18 anos
Reencenação do primeiro caso histórico de repressão à homossexualidade na Paraíba colonial. O filme acompanha a vida e os encontros de Baltazar, denunciado à Inquisição por vizinhos, mas subverte essa narrativa ao enfatizar o desejo, a celebração corporal e a alegria, criando um registro queer que contrapõe repressão e liberdade.
Era Vermelho Seu Batom, de Henrique Magalhães. Brasil (PB), 1983, 11 min, cor. 18 anos
O encontro de dois homens durante o carnaval, em meio a um bloco de travestis, do qual nasce uma relação afetiva que entra em conflito quando um deles passa a rejeitar o outro ao vê lo vestido como mulher, revelando tensões entre desejo, identidade de gênero e preconceito no interior da própria comunidade gay.
Miserere Nobis, de Lauro Nascimento. Brasil (PB), 1983, 20 min, cor/p&b. 18 anos
Uma reinterpretação homoerótica e poética da Santa Ceia, reconstruindo a cena bíblica com elementos simbólicos e visuais que subvertem e expandem o significado tradicional, ao mesmo tempo em que incorpora imagens inesperadas e fragmentos metacinematográficos que misturam representação e realidade, revelando reflexões sobre desejo, corpo e espiritualidade no contexto cultural paraibano da época.
Perequete, de Bertrand Lira. Documentário. Brasil (PB), 1981, 22 min, cor/p&b. 18 anos
O filmeacompanha Francisco Marto, ator e dançarino paraibano, por meio de cenas de seu cotidiano e de apresentações, além de depoimentos de pessoas próximas como colegas e uma tia, que comentam sua trajetória artística, suas ambições e o preconceito que enfrenta por ser gay no meio cultural local.
17h50 – Premiados Competição Nacional – Júri Oficial
Para Vigo me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley. Documentário. Brasil (RJ), 2025, 98 min, cor. 14 anos.
Prêmios de Melhor Direção e de Melhor Montagem – Júri Oficial
Documentário sobre Carlos Diegues, que retrata o Brasil desde 1961. O filme entrelaça cenas de sua obra com entrevistas ao longo de 60 anos, revelando a evolução de seu cinema e pensamento. Inclui imagens inéditas de sua última filmagem, uma sessão de Bye bye Brasil, no Vidigal, e um encontro com artistas que marcaram sua trajetória.
Dia 26 de julho
14h30 – Premiados Competição Internacional – Júri Oficial
Porque Hoje e Sábado, de Alice Eça Guimarães. Animação. Portugal/França/Espanha, 2025, 13 min, cor. 10 anos.
Prêmio de Melhor Curta – Júri Oficial
Aisha Não Pode Voar, de Morad Mostafa. EGY/SDN/TUN/SAU/QAT/FRAU/DEU, 2025, 132 min, cor. Livre.
Prêmio de Melhor Longa – Júri Oficial
17h30 – Premiados Competição Baiana – Júri Oficial
Bregueragem, de Daniel Arcades. Documentário. Brasil (BA), 2026, 17 min. 12 anos.
Prêmio de Melhor Filme de Curta-metragem – Júri Oficial
Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas. Documentário. Brasil (BA), 2025, 92 min, cor. 14 anos.
Prêmio Melhor Filme de Longa-metragem – Júri Oficial
Premiados do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema
De 16 a 26 de julho de 2026
Entrada franca.
Ingressos para as sessões dos filmes e as oficinas: retirada a partir das 9h do dia da exibição/atividade, na bilheteria física ou no site bb.com.br/cultura
Produção: Coisa de Cinema
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março 66, Centro – Rio de Janeiro/RJ
Contato:(21) 3808-2020 | [email protected]
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