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Datas Comemorativas

Conheça um pouco dos amigos do cinema para celebrar esse 20 de julho, Feliz Dia dos Amigos!

Andrea Cursino

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OS AMIGOS DO CINEMA

Amizade é uma palavra mágica que une pessoas por um laço forte que unem pessoas e muitas vezes vão além disso. O cinema é um agregador de pessoas e culturas de todas as idades.

O cinema uniu pessoas para contar histórias para milhões de pessoas atraves dos tempos e das fronteiras.

Para fazer um trabalho tem vezes que nasce uma amizade entre essas pessoas que agregam mais pessoas.

O cinema é a soma de todas as artes e sempre que alguém quer fazer um filme procura profissionais que são capazes de exercer a função  e entender como funciona a cabeça do dono da história. Entre os muitos laços de amizade que o cinema criou, os escolhidos desse ano são os amigos Steven Spielberg, George Lucas e John Williams.

A mecânica entre os três amigos funciona com Spielberg na direção, George Lucas no roteiro e produção e John Williams compondo as trilhas sonoras mais memoráveis do cinema.  

O trio esteve junto em todos os cinco filmes da franquia “Indiana Jones”. Tudo começou com “Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida” em 1981, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” em 1984, “Indiana Jones e a Última Cruzada” em 1989, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” em 2008 e Indiana Jones e a Relíquia do Destino em 2023.

Spielberg dirigiu os cinco filmes, John Williams compôs todas as trilhas sonoras e George Lucas como criador, co-roteirista e produtor executivo de todos eles.

Para entender a magnitude e a genialidade da parceria contínua entre os amigos, podemos entender que a parceria produziu filmes clássicos imortalizados e referenciados na história do cinema mundial e a cada trabalho, mais amigos  vão agregando o time.

Spielberg e John Williams

John Williams e Steven Spielberg

Essa amizade começou em 1972 quando um executivo da Universal Pictures arranjou um encontro entre Spielberg e Williams em um restaurante sofisticado de Beverly Hills. Spielberg estava se preparando para filmar seu primeiro longa “Louca Escapada” e estava fascinado com o trabalho de Williams. Na época o maestro tina 40 anos e o jovem diretor com 25.

Com a diferença de idade e de experiência, o jovem Spielberg estava nervoso com o ambiente, mas conseguiu impressionar o maestro ao assobiar melodias inteiras de músicas compostas por Williams. O almoço foi um sucesso absoluto. Williams aceitou o convite imediatamente após ver a edição inicial do filme e, a partir dali, os dois iniciaram a parceria mais duradoura e icônica da história do cinema. Ao todo foram 30 filmes. Esse foi o início de uma grande parceria e amizade maior ainda ao longo de  54 anos de amizade.

Os Filmes da Dupla

 

Anos 1970

Louca Escapada (The Sugarland Express, 1974)

Tubarão (Jaws, 1975) — Venceu o Oscar de Melhor Trilha Sonora

Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, 1977)

1941: Uma Guerra Muito Louca (1941, 1979)

Anos 1980

Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981)

E.T.: O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial, 1982) — Venceu o Oscar de Melhor Trilha Sonora

Indiana Jones e o Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom, 1984)

Império do Sol (Empire of the Sun, 1987)

Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989)

Além da Eternidade (Always, 1989)

Anos 1990

Hook: A Volta do Capitão Gancho (Hook, 1991)

Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993)

A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993) — Venceu o Oscar de Melhor Trilha Sonora

O Mundo Perdido: Jurassic Park (The Lost World: Jurassic Park, 1997)

Amistad (1997)

O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998)

Anos 2000

A.I.: Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence, 2001)

Minority Report: A Nova Lei (Minority Report, 2002)

Prenda-me se For Capaz (Catch Me If You Can, 2002)

O Terminal (The Terminal, 2004)

Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 2005)

Munique (Munich, 2005)

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, 2008)

Anos 2010 até o Presente

As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin, 2011)

Cavalo de Guerra (War Horse, 2011)

Lincoln (2012)

O Bom Gigante Amigo (The BFG, 2016)

The Post: A Guerra Secreta (The Post, 2017)

Os Fabelmans (The Fabelmans, 2022)

O Dia D (2026)

Chega George Lucas!

Spielberg e Lucas se conheceram em 1967 durante um festival de curtas-metragens estudantis. George Lucas estudava na USC (Universidade do Sul da Califórnia) apresentando o aclamado curta de ficção científica Eletronic Labyrinth: THX 11384EB. Spielberg filmava de forma independente, já que foi rejeitado na faculdade de cinema, assistiu a exibição e ficou impressionado. Esse foi o início de uma grande amizade. Anos depois, Spielberg adimitiu espanto ao ver alguém da mesma idade conseguia fazer um curta superior aos seus.

O ano de 1977  

Star Wars: Uma Nova Esperança de George Lucas

Contatos Imediatos do Terceiro Grau de Steven Spielberg

A amizade já está completando sua primeira década e George Lucas estava  inseguro de que “Star Wars: Uma Nova Esperança” seria um fracasso comercial. Ele foi visitar Spielberg no set de filmagem de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” e propôs uma aposta: cada um daria ao outro 2,5% dos lucros de seus respectivos filmes. Spielberg aceitou. “Star Wars: Uma Nova Esperança”  explodiu em bilheteria e Spielberg recebe milhões de dólares dessa aposta. O mesmo acontece com “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” e George Lucas também ganhou muito milhões de dólares.

Nesse ano, para fugir um pouco do processo cansativo dos dois filmes, os amigos tirarm férias e foram para o Havaí. E nessa viagem construíram um castelo de areia na praia e Spielberg lamentou não ter conseguido dirigir um filme de James Bond e Geoge Lucas respondeu dizendo ter uma ideia melhor “Indiana Smith”

Em 1978

As ideias surgem e é necessário aproveitar o momento criativo. Então eles se juntaram com o roteirista Lawrence Kasdan em uma sala em Los Angeles por cinco dias onde gravaram as conversas para não perderem nada na criação de um dos heróis mais icônicos do cinema.  

O processo criativo foi sendo moldado durante as conversas e algumas decisões foram funadmentais para o filme se tornar um clássico do cinema. Começando por mudar o nome. Spielberg vetou o nome Indiana Smith porque achou que soava muito parecido com outro filme, “Nevada Smith” de 1966. A sugestão foi trocar o Smith por Jones. George concordou na hora, até porque soava melhor.  

Eles queriam resgatar o estilo dos heróis dos anos 1930 e o visual foi composto por um chapéu de feltro da marca Fedora e do chicote que Spielberg sugeriu usar tanto como arma, quanto como corda.

Foi necessário ccriar um herói que humano, e já que é humano, precisa ter falhas. Spielberg insitiu que o herói teria que ter uma fobia.  Foi escolhido o pavor de cobras para gerar vulnerabilidade em momentos de ação e até nos mometos do alívio cômico.  

A Escolha do Ator, chega ao grupo Harrison Ford!

Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida: Harrison Ford como Dr. Indiana Jones

Harrison Ford se tornou Indiana Jones por causa de um contrato de televisão. Ele não foi a primeira opção dos criadores, mas acabou sendo o elo definitivo que uniu e consolidou esse grupo de amigos.

A primeira escolha foi o ator Tom Selleck que fazia sucesso na TV interpretando Thomaz Magnum na série “Magnum PI”, mas por causa do contrato com a emissôra, Selleck não pôde fazer Indiana Jones. Foi frustrante para todos, já que Selleck chegou a fazer teste com o figurino.

Com a proximidade das filmagens e sem o astro principal, Spielberg está aflito. Ao assistir a um corte inicial de “Star Wars: O Império Contra-Ataca”, ele sugeriu Harrison Ford que interpretava Han Solo. George Lucas resistiu um pouco porque não queria repetir a história de Martin Scorsese e Robert De Niro. Diretor que só trabalha com um único ator. Como Harrison Ford estava fazendo o segundo filme de Star Wars e também tinha feito American Graffiti, Indiana Jones seria o quarto trabalho dos dois juntos. Spielberg foi persistente e mostrou que Ford era exatamente o que precisavam para dar vida ao Dr. Jones. Então ao ler o roteiro, Harrison Ford aceitou na hora e foi contratado três semanas antes das filmagens em Londres.

Ao assumir o papel, Harrison Ford deixou de ser apenas um funcionário de George Lucas e virou o quarto amigo desse grupo. Ele virou um elo criativo entre os criadores. Speileberg e Ford desenvolveram uma forte amizade ao agregar mais uma força criativa e colaborativa. Ele sugeria piadas, modificava algumas falas para dar mais humor ao personagem e insistia em fazer a maioria das cenas de ação perigosas. Podemos ver quem inspirou Tom Cruise!

A química entre eles funcionou tão bem que a dupla que tinha virado trio, virou um quarteto inseparável de conselheiros mútuos que se apoiam e incentivam. Eles não apenas trabalham juntos, mas mantém um laço familiar entre eles e suas famílias.

George Lucas e John Williams

John Williams e George Lucas em processo de criação.

George Lucas procurou Spielberg porque estava procurando um compositor clássico para a trilha sonora de “Star Wars: Uma Nova Esperança” e Spielberg indicou John Williams. Ele tinha acabado de trabalhar com Williams em “Tubarão” e considerava perfeito para orquestração épica que o filme precisava.  O dois se encontraram no escritório da Universal Studios e mudaram os rumos de Star Wars. Lucas era mais tímido e reservado, mas se entrosaram muito bem e as ideias fluiram. O entendimento de ambos sobre o estilo musical clássico das décadas de 1930 e 1940 fez toda diferença.

Inicialmente George Lucas queria usar músicas clássicas já existentes como foi feito em “2011: Uma Odisseia no Espaço” e John Williams o convenceu que uma trilha sonora totalmente original traria unidade e a magia que os personagens precisavam. Nasceu da união desses dois amigos uma das trilhas sonoras mais marcantes da história do cinema. Os dois decidiam juntos onde as músicas entravam em cada cena.   

Tom Hanks fez 5 filmes sob a direção de Steven Spielberg e 4 deles com trilha sonora de John Williams.

O Resgate do Soldado Ryan: Primeira parceria de Tom Hanks e o início de uma longa amizade.

O Resgate do Soldado Ryan (1998): O aclamado drama épico sobre a Segunda Guerra Mundial.

Prenda-me se for Capaz (2002): A história baseada em fatos reais onde Hanks interpreta o agente do FBI Carl Hanratty.

O Terminal (2004): A comédia dramática sobre um homem que fica preso em um aeroporto de Nova York.

Ponte dos Espiões (2015): Um thriller histórico da Guerra Fria baseado na vida do advogado James B. Donovan.

The Post: A Guerra Secreta (2017): Drama político que retrata os bastidores da publicação dos Pentagon Papers pelo jornal The Washington Post.

John Williams fez a trilha sonora de 4 desses filmes. Só não fez “Ponte de Espiões” de 2015, por problemas de saúde. Para substitui-lo foi convocado Thomas Newman.

Ao longo de 54 anos o grupo de amigos cresceu, mas continuou seleto. É preciso ter o coração aberto e o sentimento de família que só a amizade profunda conquista. Esse laço nem a morte separa.

Feliz Dia dos Amigos para todos!

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