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Crítica Zico: O Samurai de Quintino

Andrea Cursino

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Crítica Zico: O Samurai de Quintino

Por Andréa Cursino

Um dos melhores documentários do ano!

Um dos maiores ídolos do futebol mundial tem sua história retratada no documentário de João Weiner. Em 1 hora e 47 minutos de projeção temos uma narrativa diferente em que temos uma trajetória pessoal e profissional de Arthur Antunes Coimbra se tornando Zico, o craque, o galinho de Quintino e Zico, o Samurai de Quintino.

João Weiner constrói um documentário que prende a atenção e busca uma humanidade nessa trajetória que conta depoimentos de família, amigos, jornalistas esportivos, equipe técnica, material de arquivo de matérias na imprensa e um material nunca mostrado antes, o arquivo pessoal da família Coimbra.

Os depoimentos da família, os irmãos de Zico: Zezé, Zeca, Nando, Edu e Tunico, o namoro e o casamento com Sandra, e o nascimentos de seus três filhos: Arthur Antunes Coimbra Júnior, Bruno de Sá Coimbra e Thiago de Sá Coimbra. As conversas com amigos, companheiros de futebol e jornalistas esportivos relembram passagens importantes do futebol no Flamengo, na Seleção Brasileira, no Udinese e no Kashima.  

Temos vários cenários como a casa de Zico, a casa dos pais de Zico onde a  família foi criada, as casas na Itália e no Japão, os estádios, o Centro de Treinamento da Escolinha de Futebol, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Isso colabora para tornar o filme mais dinâmico ao dar movimentação de cena. Em cada cenário a luz também é diferente o que nos ajuda nesse passeio pela trajetória de Zico e entender sua importância no Futebol Mundial.

A trilha sonora também é outro ponto positivo e enriqueceu muito a narrativa. Além disso, ajudou muito na conexão emocional nos momentos que o filme precisava dessa conexão como público.

O filme não é feito apenas para Flamenguistas, ou torcedores do Udinese e ou do Kashima, ele foi feito para que gosta de futebol e até mesmo aqueles que não conhecem quase nada de futebol. Esse passeio no tempo, vemos as influências na vida de Zico, e depois na roda da vida, vemos Zico influenciando a vida das pessoas e de atletas do futebol. E podemos ver como Zico revolucionou o futebol no Japão. Lá existe o futebol antes e depois de Zico. O futebol japonês cresceu tanto que a seleção japonesa já foi A seleção japonesa masculina participou de 7 edições consecutivas da Copa do Mundo da FIFA, estreando em 1998 e estando presente em todas as edições desde então até 2022 (1998, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018, 2022). O Japão já garantiu vaga para a Copa de 2026, o que marcará sua oitava participação. No documentário entendemos por que Zico é tão importante para o Japão.

É interessante ver como o ser humano por trás do ídolo e como o Arthur conduziu sua vida além do Zico.

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