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Brasil tem maior delegação de profissionais audiovisuais no Festival Internacional de Cinema de Xangai e celebra Ano Cultural Brasil-China com anúncios

Lucas Furtado

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O Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF) recebeu em sua 28a edição a participação em peso do cinema brasileiro. Além de ter três filmes selecionados para competições e mostras do festival, o Brasil aproveitou a oportunidade do Ano Cultural Brasil-China para lançar a Plataforma Brasil de Audiovisual e levar ao continente asiático a maior delegação de profissionais do audiovisual de sua história, com 80 profissionais ao todo. 

O Mercado Internacional de Cinema e TV de Xangai 2026 celebrou a parceria com o Brasil em sua cerimônia de abertura, trazendo representantes do audiovisual chinês e brasileiro, como o cineasta João Amorim, que anunciou a coprodução entre os países “Ho-ho e o Som do Brasil”, e a atriz Paolla Oliveira, representando o filme “Herança de Narcisa”, exibido na Mostra de Cinema Brasileiro do Festival de Xangai. Encabeçando a missão brasileira estiveram o Secretário-Executivo Adjunto do Ministério da Cultura, Cassius Rosa, e a Secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, que, ao longo do festival, também apresentaram o plano de políticas públicas para os próximos 10 anos do audiovisual nacional. 

“Em meio a comemoração do Ano Cultural Brasil-China, o lançamento da Plataforma se mostra ainda mais significativo. A missão conduzida pelo Ministério da Cultura em solo chinês evidencia as semelhanças entre nossos povos e culturas. Vimos nossas histórias, dilemas, personagens e hábitos derrubando fronteiras e fortalecendo os laços que nos unem. Não bastasse isso, consolidamos um espaço ímpar de diálogo, intercâmbio e cooperação neste que é um dos maiores mercados do audiovisual mundial, abrindo uma grande janela de oportunidade para os filmes brasileiros”, avalia Cassius Rosa.

Lançada no festival chinês, a Plataforma é um projeto que busca fomentar o cinema brasileiro ao fazer a ponte entre membros estratégicos do setor, como investidores, produtoras, distribuidoras e fundos governamentais do Brasil e de outros países. Em sua estreia, a iniciativa também procurou explorar e fortalecer a relação entre o Brasil e a China para além do já consolidado vínculo econômico. Por meio de 18 exibições de filmes nacionais na Mostra de Cinema Brasileiro do Festival de Xangai, o programa promoveu um intercâmbio cultural para que o público chinês pudesse conhecer e se conectar com obras brasileiras.

Durante o Seminário Setorial do Audiovisual Brasileiro, parte da programação da Plataforma Brasil de Audiovisual no evento, Cassius Rosa e Joelma Gonzaga apresentaram o Plano de Diretrizes e Metas do Audiovisual Brasileiro (2025-2034) a players do mercado internacional. Idealizado em conjunto pela Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura e o Conselho Superior do Cinema (CSC), o planejamento orienta os projetos e políticas voltadas para o setor a longo prazo, considerando o trabalho da SAV e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e viabilizando, inclusive, ações conjuntas entre a sociedade civil, diferentes ministérios e esferas do governo. 

Os objetivos do plano envolvem propostas como: regulamentar e atualizar a legislação para acompanhar as transformações do setor; consolidar o desenvolvimento econômico do audiovisual por meio do fomento à indústria em diferentes regiões do país; estruturar políticas que englobem tanto produções com abordagem comercial, quanto obras experimentais e inovadoras; e unir o audiovisual e o ensino em diferentes esferas, tanto facilitando na formação de futuros profissionais, quanto promovendo a presença de obras artísticas em espaços de ensino.

“Para que o cinema brasileiro ocupe cada vez mais espaços de prestígio e negócios como o Festival de Xangai, precisamos de políticas públicas sólidas e contínuas. O Plano de Diretrizes e Metas 2025-2034 nasce dessa urgência: regulamentar nossos novos desafios, fortalecer a indústria em todas as regiões do país e garantir que o audiovisual seja, simultaneamente, um motor de desenvolvimento econômico e uma ferramenta de educação e identidade nacional”, finaliza a Secretária do Audiovisual Joelma Gonzaga. 

Além do estande no National Exhibition and Convention Center, onde ocorreu o evento de negócios do Festival em Xangai, o país contou com uma comitiva plural, com representantes de distribuidoras até produtoras de animação. Entre empresas e entidades do mercado audiovisual, participaram 16 representantes de seis estados diferentes. São eles: Vitrine Filmes, Gullane, Sato Company, ORI Imagem e Som, Otto Desenhos Animados, Flamma Produções, Copa Studio, Pinguim Content, Coração da Selva, Olhar Filmes, Estúdio Giz, Movioca, Mixer Films, Quanta Works, Moveo e FICA – Federação da Indústria e Comércio Audiovisual. 

Articulada em torno de diversas associações, a delegação também contou com a representação da APAN – Associação de Profissionais do Audiovisual Negro, ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação, ABRANIMA – Associação Brasileira de Empresas Produtoras de Animação, ABRASIA – Brasil-Asia Film Association, ANDAI – Associação Nacional de Distribuidoras Audiovisuais Independentes, API – Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, BRAVI – Brasil Audiovisual Independente, SIAESP – Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo, SICAV – Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual e da FICA. 

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