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Caroline Dieckmmann fala sobre seus projetos no cinema em eentrevista ao Cinejornal do Canal Brasil nesta segunda (20)
Carolina Dieckmmann, protagonista do filme “Pequenas Criaturas”, que lança nesta quinta (23) é a convidada do Cinejornal que vai ao ar no Canal Brasil nesta segunda (20), às 19h30. O longa é uma coprodução do Canal e conta a história de uma mulher que lida com a ausência do companheiro e enfrenta o desafio de cuidar de seus dois filhos sozinha.
Em fala sobre Helena, a personagem que interpreta, Dieckmmann expõe o sofrimento de uma mulher complexa que tenta lidar sozinha com as dores da ausência. “Eu acho que os sentimentos são atemporais. O que essa mulher está passando, a dor de ser deixada, independe. Hoje temos uma consciência maior do feminismo, temos mais amparo, mais escuta, mais voz. Isso é muito diferente, mas no caso desta personagem, que silencia o que ela sente, é um sentimento muito atemporal. Eu não senti que estava fazendo uma mulher de época. Eu senti que estava falando de uma mulher deixada em qualquer momento do mundo”.
Ao se abrir sobre o recém-lançado “(Des)controle”, a atriz aborda também os desafios pessoais que enfrentou ao interpretar uma mulher, mãe de duas crianças, e sua luta contra o alcoolismo. Carolina divide que a trama ultrapassou a carreira profissional e carregou também resquícios de sua vida pessoal, com uma mãe que passou pelos mesmos desafios da protagonista. “Eu nunca tinha falado sobre o alcoolismo da minha mãe, mas, o que de fato me deixou com vontade de fazer o filme foi recuperar o que essa história deixou em mim e na minha vida. Então, acho que, de alguma maneira, eu me coloquei para curar coisas, encarar aquela mulher que foi a minha mãe e que agora estava sendo vivida por mim e o olhar que eu tinha como filha. Então, foi muito forte o set de ‘(Des)controle’ para mim, porque eu não conseguia deixar de me ver como filha daquela mulher e ao mesmo tempo compreendendo a minha mãe como uma mãe. Hoje sendo mãe, podendo olhar para a história dela com essa compreensão e maturidade”.
Carolina também fala sobre as gravações da adaptação de “A Viagem” e da exaustão emocional que tomou conta de seu corpo durante todo o período das filmagens. “Eu adoeci e fiquei muito mexida. Foi um trabalho que acabei levando muito comigo, fiquei muito cansada, abatida e precisei ser internada. Não consegui fazer a última viagem do filme por causa disso. Tenho a impressão de que o que aconteceu comigo teve um componente emocional, porque não consegui me separar completamente da personagem. A viagem final será feita em chroma key. Passei por uma sucessão de lutos que ainda estão muito presentes, e sinto que tudo isso foi se acumulando.” Além do longa de terror “Aurora”, gravado em 2016, que estreou no ano passado.
Em meio à loucura de tantos filmes na conta, nesse que é o momento mais “cinematográfico” da carreira da atriz, Carolina relembra o primeiro deles “Onde Andará Dulce Veiga?”, lançado em 2008, e divide o amor à primeira vista que se tornou eterno pela sétima arte: “o tom do set é de eternizar coisas. Eu acho que o cinema tem esse perfume do eterno que fica ali, que você sente quando pisa num set”.
Cinejornal com Carolina Dieckmmann – Inédito
Horário: dia 20/07 às 19h30
Classificação: Livre
Apresentação: Simone Zuccolotto
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