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De Luiz Eduardo Ozório, O Cravista foi selecionado para o Festival In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical
“O Cravista”, o longa inédito, com produção, direção e roteiro de Luiz Eduardo Ozório, é selecionado para o Festival In-Edit Brasil, que acontecerá de 17 a 28 de junho em São Paulo. O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical – tem a mostra competitiva destinada a longa metragens nacionais.
Além da Competição Nacional, outros dois painéis compõem o Panorama Brasileiro – a Mostra Brasil, que reúne longas e médias metragens e Curta Um Som, destinado a filmes de até 30 minutos. O filme vencedor da Competição Nacional receberá o prêmio “In-Edit Brasil de Melhor Documentário Musical” e será exibido no In-Edit Barcelona 2026, com a presença do diretor ou um representante.
“O Cravista”, com produção, direção e roteiro de Luiz Eduardo Ozório e produção da OZ FILMES, conta a trajetória pessoal e profissional do homem que deixou o mundo atual para viver os encantos do século 18.A história da música clássica no Brasil está intrinsecamente ligada à vida de Roberto De Regina. Um dos cravistas mais importantes do país, Roberto reintroduziu a música barroca no Brasil, tendo sido o primeiro músico a construir o instrumento do cravo em solo nacional, que faleceu há um ano.
As gravações foram finalizadas, na Casa Julieta de Serpa (RJ), com convidados, em um inusitado baile Real. Dançarinos e músicos especializados no período, coreografados pelo Professor da UFF Mário Orlando, acompanharam com figurinos de Rogério Madruga o ritmo das notas tocadas pelo cravista. A trilha sonora original foi composta pelo maestro Eduardo Camenietzki, falecido no final do ano passado e executada pela Orquestra Sinfônica da UFRJ, em parceria com a Escola de Música da UFRJ e a Universidade.
Em uma produção minuciosa e delicada, “O Cravista” aborda a história deste artista singular que vive pela arte. Prestes a comemorar seu centenário, a trajetória de Roberto é retratada no filme através de temas como a persistência em seguir a verdadeira vocação, o envelhecimento, o relacionamento de 40 anos com Ronaldo Ribeiro e as amarras do preconceito. “Pra mim o documentário será muito positivo para reverberar o valor que o Cravo representa para a música. Acredito que é um instrumento que tem um potencial de se manter vivo, crescer, porque ele tem algo especial. O som é parecido com as cordas da guitarra, então acho que o futuro do Cravo será promissor com os jovens”, destaca o artista. Com o apoio de Youle Locação, Luz Rio, Cesgranrio e Casa Julieta de Serpa, (e patrocínio da Lei Paulo Gustavo – para finalização), o projeto entra no universo recriado por Roberto De Regina, inspirado no período barroco.
Para o filme documental, que começou a ser rodado em 2022, o diretor Luiz Eduardo Ozório acompanhou diversos momentos importantes da vida do maestro, como a homenagem que a Camerata Antiqua de Curitiba fez para ele na Sala Cecília Meireles, em 2022, e a sua última apresentação nos palcos, realizado na Academia Brasileira de Letras (ABL), em 2022. “Mostrar a trajetória de um dos artistas mais importantes da música clássica brasileira, além de um privilégio, é necessidade, porque o Roberto De Regina é uma lenda viva da cultura e da arte, reconhecido por um grupo de pessoas, mas um ilustre desconhecido para grande parte. Este filme é uma oportunidade de celebrarmos a vida e a obra dele e com ele”, comenta o diretor e roteirista. Em 1974, Roberto de Regina fundou a Camerata Antiqua de Curitiba, em atividade até hoje, e em 1960 se apresentou na inauguração de Brasília, momento pelo qual o artista continua a ser reverenciado.
Em 2023, o cravista recebeu o título de Honoris Causa pela Academia Brasileira de Belas Artes. (Este título foi concedido, após Luiz Eduardo Ozório fazer um pedido a um dos maiores cravistas da nova geração e professor do mestrado de música antiga da UFRJ, Marcelo Fagerlande – O pedido foi levado e aprovado por unanimidade pela instituição). Essa diferente forma de observar a vida o estimulou a ser mais do que um músico e maestro, se tornando também pintor e luthier. Abordada em “O Cravista”, a Capela Magdalena criada por Roberto em Guaratiba, Rio de Janeiro, é sua casa atual, onde vive aos moldes dos castelos europeus, transportando toda a atmosfera do século XVIII para os dias atuais. Nela o maestro realiza apresentações periódicas,, acompanhadas de um elegante jantar, além de ser possível visitar seu museu particular, com 500 maquetes e miniaturas exibidas.As cenas noturnas do filme foram filmadas à luz de velas para transportar o público para a atmosfera barroca.
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