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Deberton Filmes adquire direitos do livro O Rio que Me Corta por Dentro e transformará história em filme

Lucas Furtado

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O Rio que Me Corta por Dentro, do escritor Raul Damasceno, vai alcançar um novo público nos cinemas. Deberton Filmes, dos produtores Allan Deberton e Marcelo Pinheiro, adquiriu os direitos de adaptação do sucesso literário. Cineasta por trás dos premiados “Pacarrete” e “Feito Pipa”, Deberton assume a cadeira de diretor, enquanto o autor assina o roteiro.

“Raul escreve literatura criando imagens muito marcantes a partir de uma perspectiva muito íntima, de um garoto do interior”, afirma Deberton que, como muitos leitores, “engoliu” o romance assim que foi lançado. “Fiquei dias com essas imagens povoando a minha cabeça. Achei que uma adaptação de um livro com esse poder era um caminho não apenas natural, como também um presente para o cinema brasileiro”.

“Os leitores sempre falam sobre o desejo de ver esses personagens numa possível adaptação, então é uma alegria muito grande ver esse projeto tomando forma. Sem falar que é também uma boa oportunidade de fabular ainda mais sobre essas figuras que conheço tão bem”, completa Damasceno.

A adaptação  não é a primeira colaboração entre Deberton e Damasceno. Na realidade, o novo projeto marca o amadurecimento de uma parceria criativa que já rendeu produções como a comédia romântica “O Melhor Amigo” e o ainda inédito “A Adoção”, que encerrou as filmagens há pouco.

“Allan e eu, para além das parcerias de trabalho, somos grandes amigos. Logo,  adaptar o meu livro junto a ele é me sentir sempre em casa. Temos liberdade um com o outro, o que torna o processo de desenvolvimento muito honesto e intenso.”, diz Damasceno. “É a primeira vez que ele embarca numa história tecida por mim, o que me faz enxergar esse momento como uma renovação definitiva de nossa parceria”.

Transpor uma narrativa das páginas para a telona exige muito jogo de cintura, algo que autor e diretor estão bastante cientes. “O universo da literatura tem permissões e características diferentes da narração para o cinema. Então, certas escolhas são inevitáveis, sobretudo os recortes do que será narrado”, explica Deberton. “Nosso exercício tem sido encontrar soluções interessantes que preservem o coração da obra e que evoquem as mesmas imagens marcantes, sem perder a profundidade e a complexidade sensorial e temática”.

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