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Dirigido por Cristiano Burlan, Nosferatu é selecionado para a mostra Caleidoscópio da 58a edição do Festival de Brasília

Lucas Furtado

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Nosferatu, novo longa-metragem do cineasta Cristiano Burlan, fará sua estreia mundial na edição histórica de 60 anos do Festival de Brasília, que acontece entre os dias 12 e 20 de setembro. Releitura do mito fundador do cinema de vampiros, o longa de Burlan participará da mostra competitiva Caleidoscópio e tem Rodrigo Sanches, que colaborou com o diretor em “A Mãe” (2022) e “Ulisses” (2024), no papel-título.

Rodado em preto-e-branco, a produção também marca o adeus ao crítico e pensador Jean-Claude Bernardet, que nos deixou em julho deste ano. Amigo pessoal de Burlan, Bernardet foi ator em vários trabalhos do cineasta. “Fome” (2015) lhe rendeu um prêmio especial no Festival de Brasília. A parceria continuou em “Hamlet” (2015) e “Antes do Fim” (2017), onde contracenou com a lenda do cinema brasileiro Helena Ignez, que também está no elenco do novo filme.

Cristiano Burlan explica que decidiu fazer uma versão livre do personagem-ícone do Expressionismo Alemão, permitindo que sua abordagem para o terror passasse pela angústia de alguém que vive em fuga e não consegue se livrar de fantasmas do passado e do presente. Com muitas cenas rodadas em cima de um palco, a obra homenageia o teatro, a arte da representação, mas referencia a experiência de fazer cinema.

Produzido pela Bela Filmes, dirigida por Burlan e Henrique Zanoni, que também participa como ator, o longa traz em seu roteiro traz canções originais de Edson Van Gogh e Jonnata Doll e trechos de obras de William Shakespeare, Virginia Woolf e Silvina Ocampo. O filme foi feito em coprodução com Gaia KI, Sapopemba Filmes e CultSP.

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