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Primeiro longa de Carlos Segundo, Leite em Pó é selecionado para a 54a edição do Festival de Gramado

Lucas Furtado

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Dono de obras selecionadas e premiadas no mundo todo, Carlos Segundo fará a première de seu primeiro longa-metragem de ficção no Festival de Gramado. Estrelado por Vinícius de Oliveira, Leite em Pó acaba de ser anunciado na Seleção Oficial do evento, que acontece em agosto na Serra Gaúcha.

O filme acompanha Vicente, um músico paulista de “talento limitado” que vive com a avó na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, cidade onde Carlos Segundo é radicado. Em busca de recursos para pagar as contas, ele aceita um emprego que o coloca em contato com uma galeria de personagens diversos, em uma trajetória de deslocamentos e encontros inesperados.

Para Segundo, a estreia no novo formato marca um momento especial em sua carreira: “Depois de percorrer um caminho muito bonito com meus curtas-metragens, me sinto muito feliz e honrado de fazer a estreia brasileira, no Festival de Gramado, do meu primeiro grande projeto de ficção. Leite em Pó é um drama existencialista sobre o amadurecimento e as marcas do luto. É um filme sobre as cicatrizes históricas do patriarcado, e simbolicamente sobre a violência objetiva e subjetiva da presença norte-americana em nosso país. É um filme que está em grande sintonia com a minha forma de pensar o cinema e, porque não, a vida”.

Leite em Pó nasceu da parceria entre O Sopro do Tempo e Vitrine Filmes, coprodutora e responsável pela distribuição nos cinemas, ao lado da produtora francesa Les Valseurs. Além de Oliveira, que conquistou o país como o Josué de Central do Brasil, o elenco reúne ainda Antônio Pitanga, Rejane Faria, Zezita Matos, além nomes fundamentais do audiovisual potiguar: a saudosa Titina Medeiros, que nos deixou no início do ano, em seu último papel; e Priscilla Vieira, protagonista do premiado Sideral (2021), também dirigido por Segundo.

Com filmes que participaram em mais de 500 festivais e ganharam mais de 150 prêmios pelo mundo, o diretor é um dos cineastas brasileiros de maior reconhecimento no circuito internacional. Ganhou projeção global com o já citado Sideral, selecionado para a competição de curtas do Festival de Cannes, concorrendo à Palma de Ouro, e integrando a shortlist do Oscar. A consolidação dessa trajetória veio com Big Bang (2022), vencedor do Pardino d’Oro no Festival de Locarno.

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