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Datas Comemorativas

Saudações Rock N Roll! Hoje é 13 de Julho, Dia Mundial do Rock!

Andrea Cursino

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O Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock e é um dia especial para celebrar um dos estilos musicais mais impactantes da cultura mundial. O dia surgiu por causa de um evento criado para tirar a Etiópia e países vizinhos da condição de fome que essa região do continente africano enfrentava.

O cantor, compositor e humanista irlandês, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres, na Inglaterra, e na Filadéfia, nos Estados Unidos com a presença de grandes nomes do Rock Mundial.  Então, em 13 de julho de 1985, o evento chamou atenção por contar com nomes como:  The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.

O Show em Wembley, Londres, Inglaterra

Adam Ant, Band Aid, Bryan Ferry (com David Gilmour), David Bowie, Dire Straits, Elton John, Elvis Costello, Howard Jones, Nik Kershaw, Paul McCartney, Paul Young, Queen, Sade, Spandau Ballet, Status Quo, Sting (com Phil Collins), The Boomtown Rats, The Style Council, The Who, U2, Ultravox.

O Show no JFK Stadium, Filadélfia

Black Sabbath, Crosby, Stills, Nash & Young, Bob Dylan, Mick Jagger (com Tina Turner), Eric Clapton, The Beach Boys, Santana, Madonna, Led Zeppelin (com Phil Collins na bateria), Run-DMC, Simple Minds, The Cars, Duran Duran, Patti LaBelle e Hall & Oates.

Phil Collins foi um dos artistas que se apresentou em ambos os locais, viajando de Concorde de Londres para a Filadélfia.

Os shows foram memoráveis e o objetivo foi alcançado e arrecadou em todo mundo cerca de 40 e 50 milhões de libras, segundo os jornais da época. Atualmente estima-se que o valor tenha se aproximado de 150 milhões de libras.

No Brasil

Apesar de se chamar “Dia Mundial do Rock”, a data só é comemorada no Brasil. Ela começou a ser celebrada em meados dos anos 1990, quando duas rádios paulistanas dedicadas ao rock – 89 FM e 97 FM – começaram a mencionar a data em sua programação. A celebração foi amplamente aceita pelos ouvintes e, em poucos anos, passou a ser popular em todo o país.

Em outros países, como os Estados Unidos, existem outras datas que são associadas ao rock e à sua história, mas não há uma data única e globalmente reconhecida como o Dia Mundial do Rock.

Por exemplo, os EUA celebram o rock em 9 de fevereiro (primeira apresentação dos Beatles nos EUA), 5 de julho (gravação de “That’s All Right” de Elvis Presley) e 9 de julho (estreia do programa American Bandstand).

Em resumo, o Dia Mundial do Rock é uma celebração brasileira, originada de uma sugestão de Phil Collins após o Live Aid, mas que não se tornou uma data globalmente reconhecida, apesar do nome. 

A data ficou associada não apenas em celebrar o Rock, mas também a caridade e como Rock é atitude, nada melhor do que seguir o tema do rock é ter atitude para um mundo melhor.

Distribuição dos Fundos

A organização, liderada por Bob Geldof e Midge Ure, distribuiu os fundos através de organizações humanitárias já existentes na região da Etiópia, não apenas a Etiópia recebeu ajuda, mas toda a região afetada pelo mesmo problema.  garantindo que a ajuda chegasse às pessoas que mais precisavam.

Organizações já estabelecidas na África, como a Cruz Vermelha e outras agências de ajuda foram os canais adequados para garantir uma distribuição eficaz e rápida. A organização do Live Aid, liderada por Geldof  enfatizou a importância de transparência na distribuição dos fundos e na prestação de contas sobre todos os tramites do uso do dinheiro e não mediram esforços para o monitoramento do montante arrecadado chegasse aos necessitados, o objetivo de toda essa campanha, evitando desvios e corrupção.

Projetos de Assistência

Os fundos foram utilizados para financiar projetos de ajuda alimentar, cuidados de saúde, e outras iniciativas essenciais para as comunidades afetadas pela fome e pobreza.

O Cinema e o Rock!

O Rock chegou nos cinemas com a banda Queen que foi convidado pelo produtor Dino Di Laurentis para compor a trilha sonora do filme “Flash Gordon” que estrou nos cinemas dos Estados Unidos em 1980 e no Brasil em janeiro de 1981.

Queen

A banda britânica Queen composta pelo quarteto Freddy Mercury, Brian May, Roger Taylor e Joe Deacon criou a trilha sonora do filme Flash Gordon, lançada em 1980, foi composta e tocada principalmente pela banda britânica Queen, com algumas contribuições adicionais do compositor Howard Blake. Foi um dos primeiros filmes de grande orçamento a ter uma trilha sonora de rock como base.

O produtor Dino De Laurentiis convidou o Queen para compor a trilha sonora, com liberdade artística para criar as músicas. Brian May, guitarrista do Queen, liderou a composição da maior parte da trilha sonora, com foco em criar um som épico que complementasse a ação do filme.

A banda utilizou uma variedade de instrumentos, incluindo sintetizadores, guitarra, piano e bateria, para criar um som distinto e futurista. Além disso, Eles acrescentaram alguns diálogos do filme na canção tema “Flash’s Theme”.

Howard Blake contribuiu com algumas peças orquestrais, que foram lançadas em CD junto com a trilha sonora do filme “Amityville” 3-D.

As Músicas

“Flash’s Theme”:

A música principal do filme, com vocais de Freddie Mercury e Brian May, alcançou sucesso nas paradas musicais. Virou um marco e referência como um dos filmes mais cultuados dos anos 80.

“The Hero”:

Uma peça instrumental épica, que marca o encerramento do filme.

“Vultan’s Theme (Attack of the Hawk Men)”:

Uma música com um ritmo forte e agressivo, que acompanha as cenas de batalha.

“The Kiss (Aura Resurrects Flash)”:

Uma colaboração entre Brian May e Howard Blake, com uma melodia cativante para uma cena em que a Princesa Aura (Ornella Mutti) ajuda Flash Gordon (Sam J. Jones) e se recuperar.

Impacto:

A trilha sonora ajudou a criar uma atmosfera única e emocionante para o filme, complementando a ação e a fantasia. A combinação de rock e elementos orquestrais tornou a trilha sonora grandiosa, memorável e única.

O sucesso do álbum da trilha sonora ajudou a consolidar a posição do Queen como uma das maiores bandas de rock do mundo.

Brian May falou sobre o status cult do filme ao lançar em VHS: “Sinto-me muito orgulhoso disso, porque realmente esta foi a primeira vez na qual uma trilha sonora de rock foi colocada em um filme que não era sobre o gênero. Houve muita resistência a isso, muitas pessoas disseram como não funcionaria, incluindo Dino.”

“Quando Dino ouviu pela primeira vez, disse: “Oh, não vai funcionar para o meu filme,’ a ideia de rock estar lá,” continuou o guitarrista. “Mas ele logo se acostumou com a ideia e acabou adorando.”

Depois do Queen, o cinema não só incluiu o Rock em suas trilhas sonoras até os dias de hoje, como também a parceria entre Rock e Cinema rendeu marcos históricos, uma forte conexão entre o público e as obras lançadas, o aquecimento da indústria fonográfica, valorização dos artistas do Rock.

O próprio Queen teve suas músicas tocadas em vários filmes e ainda tiveram músicas compostas para alguns filmes como “Highlander – O Guerreiro Imortal” com as canções:

“A Kind of Magic”: A música que dá nome ao álbum e ao filme, com uma vibe épica e poderosa, que fala sobre a natureza da magia e a sensação de poder. 

“One Year of Love”:Uma balada romântica e melancólica, com foco na relação entre Connor e Brenda. 

“Who Wants to Live Forever”:Uma das músicas mais marcantes da banda e do filme, uma balada épica que explora o tema da imortalidade e o desejo de viver para sempre ou não. 

“Hammer to Fall”: Uma música com som pesado e energético, com riffs de guitarra marcantes e uma letra sobre a luta pela sobrevivência. 

“Princes of the Universe”: Uma música com um som agressivo e poderoso, com vocais de Freddie Mercury que lembram ópera, e com uma letra que faz referência à luta dos imortais. 

“Gimme the Prize (Kurgan’s Theme)”:Uma música com um som pesado e sombrio, com riffs de guitarra marcantes e com uma letra que retrata a figura do vilão Kurgan. 

Além dessas, outras músicas do álbum também foram inspiradas ou usadas no filme, como “Don’t Lose Your Head”, “Friends Will Be Friends” e “Pain Is So Close to Pleasure”. 

Além de ter suas canções em vários filmes e séries, ele tem filmes que contam sobre sua trajetória.

Documentários

“Queen: Days Of Our Lives” de Matt O’Casey (2011) é um documentário mais focado na história da banda, com entrevistas e imagens de arquivo,

“Queen: Days of Our Lives” da BBC de Londres (1991).  Este documentário da BBC conta a história da banda desde o início, incluindo entrevistas com os membros originais, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, além de imagens de arquivo e performances icônicas.

“Freddie Mercury: The Untold Story” (2000) de Hannes Hossacher e Rudy Dolezal. O documentário é mais focado em  Freddie Mercury (1946-91).

“Freddie Mercury: The Final Act” de James Rogan (2022). Esse documentário  foca no último capítulo da vida de Freddie Mercury, incluindo sua luta contra o HIV.

“Queen + Adam Lambert: O Show Deve Continuar” de Christopher Bird e Siomn Lupton (2019). Com imagens raras e entrevistas francas, este documentário fala sobre a inesperada parceria entre Adam Lambert e a banda Queen.

Filme

“Bohemian Rhapsody” de: Bryan Singer e Dexter Fletcher (2018): Conta a trajetória da banda Queen desde o início até o famoso show do Live Aid. O filme recebeu várias indicações para premiações no mundo todo incluindo o Oscar. Foram indicados para 80 prêmios e venceu 50 incluindo 4 Oscars: Melhor Filme, Melhor Ator para Rami Malek, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Mixagem de Som.

Filme: Tô Ryca! de: Pedro Antônio (2016)
Filme: Aquarius de Kleber Mendonça Filho (2016)

O Queen também esteve presente em trilha sonora de alguns filmes brasileiros como “Don’t Stop Now” no filme “Tô Rica” de Pedro Antônio e “Another One Bites The Dust” no filme “Aquarius” de Kleber Mendonça Filho.

O rock do Queen começou uma jornada de bandas de rock de várias partes do mundo fazendo sucesso com suas canções compostas e as vezes interpretadas por vozes potentes do Rock, muitas vezes levando o público a buscar por mais músicas da banda que ouviu no filme que assistiu.  

Rock Brasil

O Brasil também tem sua história com o Rock e o Cinema. Ao longo dos anos conhecemos as histórias de músicos como “Somos Tão Jovens” que conta a história de Renato Russo, da banda Legião Urbana e os muitos documentários sobre bandas como: Paralamas do Sucesso, Titãs, Plebe Rude e tantas outras.

Hoje o representante do Rock Brasil no cinema é o filme “Aumenta Que É Rock N Roll” de Tomás Portella que chegou nos cinemas em 24 de abril de 2024 e pode ser assistido na plataforma streaming Globoplay.

Saudações Rock N Roll !!!!!

Aumenta que é Rock n Roll

Para celebrar o Dia Mundial do Rock, vamos abrir com um filme que conta a história da Rádio Fluminense que lançou carreiras de bandas de rock brasileiras e tornou mais popular bandas de rock estrangeiras.

O filme dirigido por Tomáz Portella e estrelado por Jonnhy Massaro interpretando o criador da rádio Luiz Antônio Mello, é um dos melhores filmes do cinema nacional.

O longa conta a história da Rádio Fluminense que lançou no mercado as maiores bandas de rock brasileiro como: Blitz, Barão vermelho, Kid Abelha, Legião Urbana, Plebe Rude, entre tantos outros.

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