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Crítica Toy Story 5

Andrea Cursino

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“Toy Story 5” é um filme divertido, encantador e mais que necessário!

O quinto filme de uma das franquias mais queridas do cinema tem um novo diretor, Andrew Stanton, que é roteirista dos cinco filmes.  Isso é importante, porque ele entende a essência da fraquia e dos personagens que conquistaram os corações de todo mundo desde 1995.

Andrew Stanton fez uma ótima estreia na direção, e continuou roteirizando a franquia,desta vez, em parceria com Kenna Harris (Raya e o Último Dragão / Cio Alberto). A dupla escolheu um assunto atual e extremamente importante, o foco das crianças em telas. Não só as crianças estão focadas em telas, os adultos também e não se dão conta como pode ser prejudicial uma criança não brincar e interagir com outras crianças pessoalmente.  

O roteiro reune a turma de Buzz, Woody e Jesse para enfrentar uma nova ameaça, a tecnologia. O filme começa com Bonnie tendo 8 anos e brincando sozinha. É bem divertido ver ela brincar com todos os brinquedos e como a imaginação funciona. Essas brincadeiras são divertidas e podemos ver a criatividade sendo desenvolvida em outra técnica de animação, em 2D.  

Como Bonnie tem brincado sozinha porque outras crianças não brincam mais com brinquedos, os pais resolvem comprar Lilypad. E nesse momento Bonnie passa quase todo tempo com a atenção focada somente na Lilypad, o que deixou os brinquedos em alerta e se unem para voltar a ter a atenção de Bonnie. Jesse e Buzz pedem ajuda a Woody e os outros brinquedos que ficaram com ele no quarto filme.

Nesse filme, a personagem nova é a Lilypad, que na dublagem americana ganhou a voz da atriz Greta Lee (Vidas Passadas / The Morning Show) e na versão brasileira a atriz Maísa Silva (De Volta aos 15 / Garota do Momento) . Apesar de não ser dubladora, Maísa tem aptidão para dublagem está muito bem. Os dubladores clássicos retornam aos seus personagens como: Marco Ribeiro (Woody), Guilherme Briggs (Buzz), Mabel César (Jesse). A direção de dublagem é de Sérgio Cantú que tem na direção uma qualidade técnica e artística fazendo com os personagens mantenham conexão entre os personagens e o público. Não posso deixar de falar que a ficha técnica da dublagem brasileira enfim tem seu lugar merecido logo no início dos créditos e não como anteriormente a última da fila quando o público levanta e não fica até o fim das legendas.

A Lilypad é um personagem interessante já que ela quer a atenção de Bonnie só para ela, mas a medida que o filme se desenrola, Jesse percebe que tudo e todos tem seu lugar no mundo.  

O fio condutor dessa história é toda centralizada na Jesse, uma das personagens mais queridas da franquia. Ela tem um desenvolvimento muito bom e nos conduz na jornada de união entre os brinquedos, Bonnie e uma nova amiga, Blaze. Mais uma nova personagem chega na franquia para agregar a galeria de personagens queridos.

Tecnicamente o filme é excepcional !  A equipe de efeitos visuais liderada por Thomas Jordan e a supervisão de animação de Brett Parker, mergulhou de cabeça na criação da Lillypad sem usar CGI, o que precisou de uma equipe de desenhistas maior porque a moldura é de um jeito e a tela dela onde toda comunicação é feita, é a parte mais difícil. Outro acerto! Valorizar a arte da animação com criatividade só valorizou a obra.

A fotografia da dupla Jean-Claude Kalache e Matt Aspbury deixou o filme mais elegante, vibrante e emocional, já que a sensação ao olhar a qualidade da imagem é de alegria pela beleza dos traços, cores e efeitos.

Os cenários são tão bonitos e os planos mostrando as casas de cima e as pessoas só olhando suas telas é impactante.

A trilha sonora de Randy Newman é a cereja do bolo. A canção clássica “Amigo Estou Aqui” (You’ve Got a Friend in Me) ganhou uma versão forró na voz de João Gomes, para conquistar novos fãs Randy incluiu uma canção de Taylor Swift “I Knew it I know you” que tem feito muito sucesso antes mesmo do filme ter sido lançado.  

Esse é um filme fundamental para toda família, mas principalmente para pais e educadores  entenderem um problema real e bem perigoso, as crianças estão deixando de brincar para ficarem vidrados em telas. Os brinquedos fazem com as crianças desenvolvam sua criatividade e imaginação, além de ser uma ferramenta fundamental para socialização. Com isso, teremos adultos melhores.

O trabalho de Andrew Stanton como roteirista já conhecíamos, mas agora ele brilha como diretor de animação. Agora podemos aguardar que inspirado pelo ótimo trabalho feito em “Toy Story 5” esse seja o primeiro de muito outros filmes com dupla função Diretor & Roteirista.  

“Toy Story 5” é um filme para toda família de todos os lugares! Uma Dica importante: Tem cena pós-crédito. Vale a pena esperar!

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