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Críticas

Crítica Wicked Parte 1

Andrea Cursino

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O filme é uma adaptação do musical de sucesso da Brodway que ganhou versões nos palcos de teatro em diversos países, inclusive no Brasil.

Wicked é uma história criada por Gregory Maguire em um livro lançado em 1995. O sucesso foi tanto que ganhou os palcos. O livro ainda é muito vendido no mundo todo. Maguire escreveu o livro a partir do filme clássico “O Mágico de Oz”. A reflexão de Maguire foi tão bem aceita pelo público que “Wicked” tem milhões de fãs no mundo todo, o que faz com que o filme já tenha uma bela jornada nos cinemas.

A grande pergunta é: O filme é bom ? A resposta é simples: está completamente de acordo com o musical dos teatros. Então “Wicked” começa também sua nova jornada nos cinemas com um início promissor. A possibilidade da parte 2 do filme arrastar um público ainda maior que a parte 1, é grande.

O que faz uma adaptação de qualquer obra em qualquer linguagem para outra é simples, a essência precisa estar lá! As referências e conexões precisam estar no filme e de forma coesa. Para quem é fã, alguns momentos precisam ser preservados e quando se fala em musical, as canções são fundamentais para esse gênero. Alguns números são tão aguardados que seria imprudência não usar na versão para o cinema.   

Essa é uma adaptação da adaptação. O início dessa história é o livro escrito por Gregory Maguire lançado em 1995 e se tornou um espetáculo musical na Brodway e em São Paulo em 2003.

Suas estrelas originais incluíam Idina Menzel como Elphaba, Kristin Chenoweth como Glinda, e Joel Grey como o Mágico de Oz.

Gregory Maguire estava em reflexão e sua inspiração é o grande clássico de 1939 “O Mágico de Oz” de  Victor Fleming.

O filme é feito para fãs e quem nunca assistiu a obra vai aproveitar os números musicais, mas para quem já conhece a história criada por Maguire é uma obra prima que respeita o musical.

A produção original da Broadway venceu três Tony Awards, enquanto o álbum com a trilha sonora recebeu um Grammy.

Ao longo dos anos, o musical foi ganhando novos ares, com novo elenco, chegando a ganhar uma versão até mesmo no Brasil, em 2016, com as atrizes Fabi Bang, como Glinda, e Myra Ruiz, como Elphaba. E as duas atrizes emprestaram suas vozes na versão brasileira. Fabi Bang que interpreta Glinda do teatro, tem a missão de dar voz a interpretação de Arina Grande, um a das maiores divas do Pop, enquanto Myra Ruiz teve a missão de emprestar sua voz para a Elfhaba de Cynthia Erivo.

Para dar vida a outros personagens, a dupla do casting Bernard Telsey e Tiffany Little Canfield convocou nomes como Jeff Goldblum para dar vida ao icônico Mágico de Oz que fez uma boa parceria com a Madame Morrible de Michelle Yeoh, Fiyero o amor das duas protagonistas ficou na responsabilidade de Jonathan Bailey, Ethan Slater fez um ótimo Boq, assim como Marissa Bode interpretou a irmã de Elphaba, Nessarose. O elenco brilhou entregando novas referências de personagens para os fãs desse clássico.

Apesar dos fãs do musical no Brasil estarem habituados com as vozes das Fabi e Myra, as dublagens delas estava destoando quando ouvíamos os outros dubladores como Raphael Rossato que dublou Fiyero maravilhosamente bem, Garcia Jr como o Mágico de Oz, Márcio Simões como Dr. Dillamond, João Victor Granja como Boq, Hannah Buttel como Shen Shen, Alexandre Maguolo como o Governador Frrexspar pai de Elphaba e Nessa entre outros.

Infelizmente, nem a diretora de dublagem, Andréa Murucci, pode corrigir o jeito teatral de falar das atrizes. Elas continuam com suas vozes teatrais, e deveriam estar colocando suas vozes no mesmo patamar da dublagem para cinema. Por isso, a dublagem de Fabi e Myra destoou da dublagem dos profissioanis da dublagem.

A técnica do filme funciona muito bem. O figurino criado por Paul Tazewell é elegante, colorido e ganha um visual único.

A Direção de arte de Gavin Fitch é interessante, mas é tudo estúdio. Alguns cenários lembram cenários teatrais.      

A trilha sonora é fundamental nesse filme e a dupla John Powell e Stephen Schwartz recriou as canções das cenas mais marcantes do filme.

A diretora de fotografia Alice Brookes criou uma fotogafia que  tem um brilho extra que dá a sensação de  fantasia e encantamento.

A maquiadora e cabelereira Frances Hannom criou o visual lúdico de todos os personagens.

A edição não só completa o filme, mas como também ajuda no trabalho dos efeitos visuais criados por Pablo Herman, Jonathan Fawkner, Paul Corbould e David Shirk.

No fim, o diretor  Jon M. Chu cumpriu bem seu papel de levar para as telas um filme com alma e identidade da obra a que se inspirou. Agora é aproveitar e assistir a parte 1 e aguardar a parte 2 para aproveitar o que a versão cinematográfica de “Wicked” pode oferecer.  

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