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Dirigido e roterizado por Huo Meng, Living The Land estreia nos cinemas nesta quinta (05)

Lucas Furtado

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Em 1991, na China rural, enquanto os moradores migram para as cidades em busca de melhores oportunidades, Chuang, de 10 anos, permanece em sua cidade natal. O terceiro filho de sua família enfrenta os desafios da vida em um período de profundas transformações nacionais.

Esta é a premissa de “Living The Land”, segundo longa-metragem do cineasta chinês Huo Meng, que chega aos cinemas nacionais nesta quinta (05). O filme teve sua première mundial na competição principal do 75º Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde ganhou o Urso de Prata de Melhor Diretor. A distribuição é da Autoral Filmes.

O filme estreia em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). A lista atualizada de salas pode ser conferida no Instagram @autoral_filmes.

Por mais de três mil anos, até a década de 1980, a China foi um sistema social baseado na agricultura, onde os trabalhadores rurais criavam a vasta maioria da riqueza social. No começo dos anos 1990, as reformas econômicas e a revolução tecnológica rapidamente se estenderam ao campo. Máquinas industriais começaram a substituir o trabalho manual, e os recursos necessários para a produção industrial, como o petróleo, começaram a invadir o recurso tradicional da terra.

“O filme explora o profundo impacto deste momento histórico nas tradições, emoções e relacionamentos do povo chinês. Como um vento imparável, essas mudanças varreram todos os aspectos da vida”, explica o realizador Huo Meng, de “Crossing The Border – Zhaoguan”. “A história e as emoções do filme estão enraizadas em séculos de história, cultura e tradição, ao mesmo tempo que refletem a mentalidade da sociedade chinesa contemporânea”, complementa.

“Eu queria retratar como, quando políticas sociais coletivistas colidiram com tradições moldadas ao longo de milênios, as pessoas foram forçadas a se adaptar de maneiras que desafiaram seu próprio modo de vida”, avalia o cineasta. “Também senti que era importante retratar as imensas pressões que as mulheres enfrentaram – tanto social quanto fisicamente – que deixaram danos duradouros e irreversíveis. Esses tópicos são vastos”, acrescenta Huo.

Ficha Técnica

Direção e Roteiro: Huo Meng 

Empresas Produtoras: Shanghai Film Group, Phoenix Legend Films Co.,Ltd., Floating Light (Foshan) Film and Culture Co.,Ltd., Bad Rabbit (Shanghai) Pictures Co.,Ltd. e Lianray Pictures

Produção: Zhang Fan

Produção Executiva: Xu Chunping, Yao Chen Apresentado por: Wang Jun, Jiang Hao, Huo Meng, Yao Chen e Cai Yuan

Co-produção: Zhu Xi, Zhai Miaomiao, Liu Yi, Li Xinran Produtores associados: Cao Yu, Zeng Jiyuan, Wang Hongwei e He Xiaoqing

Direção de Fotografia: Guo Daming

Cenografia: Yu Shuyao

Elenco: Wang Shang (Chuang), Zhang Yanrong (Bisavó) e Zhang Chuwen (Xiuying)

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