Críticas
Crítica Zootopia 2
Tecnicamente impecável e tão divertido quanto o primeiro!
O primeiro filme chegou nas telas de cinema em 2016 conquistando espaço com o público e a crítica. Além disso é uma animação premiada ganhou 49 prêmios dos 75 a que foi indicado, então significa que “Zootopia 2” já nasceu com expectativas altas. E cumpre bem em muitos aspetos e peca em um único detalhe. Mesmo assim, é um bom filme e merece ser assistido numa sala de cinema.
Vamos por partes!
Para começar a técnica usada para fazer a animação melhorou! Desde 2013 para 2025 as técnicas empregadas para animação evoluíram tanto nos traços, na profundidade e texturas, quanto nas cores. Os avanços são sutis, mas perceptíveis. Eles revelam um detalhamentos maior nas texturas, peles e pelos com mais realismo. Esse refinamento proporciona uma elegância para resultado final que vale a pena conferir em uma sala de cinema com tecnologia para apreciar cada detalhe.
A trilha sonora também é composta por Michael Giacchino, assim como no primeiro Zootopia. Ótima por sinal ! A começar pela música animada “Zoo” escrita para o filme por Shakira, Ed Sheeran e Blake Slatkin. Tem tudo para fazer frente aos prováveis concorrentes aos Oscar 2026 de Melhor Canção Original.
Giacchino fez uma trilha ecléctica que casou perfeitamente com a proposta do filme. Só o músico Sting tem quatro músicas na animação, “Eu desejo você”, “Um Herói Desonesto”, “Não se preocupem, cenouras” e “Sim, eu sou”. Shakira é a estrela da trilha de Giacchino, além do hit do filme, ainda tem a canção “Experimente Tudo”. Quem quiser conferir a trilha sonora do filme pode acessar no spotfy.
O roteiro segue a mesma linha do anterior, não é ruim, mas ficou na zona de conforto. Mais uma vez as coisas não são o que parecem. Os personagens que cativaram a simpatia do público estão de volta e alguns novos completam a nova trama. Como a prefeita do filme anterior foi presa, a cidade tem um novo prefeito, Winddancer, um cavalo que foi um astro de cinema.
A história conta sobre os detetives Judy Hopps e Nick Wilde, a coelha e a raposa que fizeram amizade no primeiro filme e agora são parceiros da polícia. Em uma missão da qual querem mostrar serviço, encontram na trilha sinuosa de um réptil misterioso que chega a Zootopia. O detalhe é que há anos nenhuma cobra era vista em Zootopia, o que causa pavor e alvoroço na população. Eles acreditam que as cobras querem matar todos o que deixa a metrópole dos mamíferos de cabeça para baixo.
Entre os novos personagens, conhecemos a cobra Gary e os gatos milionários da família Lynxley: Pawbert, Milton, Kitty e Cattrick Lynxley e o novo Prefeito da cidade, Winddancer é um cavalo que foi um astro de cinema.
A dublagem está ótima! Dubladores brasileiros bem escolhidos e bem dirigidos. Os dubladores da versão dos Estados Unidos são os mesmos e a versão brasileira também.
Os protagonistas a coelha Judy na versão estadunidense é Ginnifer Goodwin e na versão Brasileira é a atriz Monica Iozzi e a Raposa na versão estadunidense é Jason Baterman e na versão brasileira é Rodrigo Lombardi. Mônica Iozzi é uma atriz querida do público e apesar de não ser dubladora, está bem. Já Rodrigo Lombardi tem se tornado um bom dublador e mostra aptidão e interesse na dublagem. Os personagens coadjuvantes também funcionam muito bem e são ótimos.
A estrela do pop Gazela está de volta, inspirada e dublada pela cantora Shakira, no Brasil quem dubla é Cássia Bisceglia (dubladora da Jennifer Aniston em Friends)
O Preguiça Flecha que é super carismático está de volta dublado por Marcelo Salsicha.
A Cobra Gary é fofo e é muito bem dublado por Danton Mello.
Com personagens bem delineados a história tem andamento, o roteirista e diretor Josh Bush pareceu querer preservar a essência do primeiro filme, mas acabou repetindo a fórmula do roteiro modificando apenas alguns elementos. Poderia ter feito uma nova história sem repetir o elemento base? Sim, poderia, mas mesmo com essa falha no roteiro, o filme é bom e divertido.
As mensagens que esse filme aborda são interessantes e importantes para chamar atenção sobre roubo de propriedade intelectual, amizade, lealdade, querer agradar os outros de qualquer maneira para ser aceito. Está tudo no roteiro.
Espero que se resolverem fazer um terceiro filme, por favor, tenham coragem de se arriscar em um argumento novo para que Zootopia não se contente em ser apenas um bom filme, mas que possa ser um ótimo filme com diferencial sem medo de ser feliz.
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