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Itaú Cultural Play recebe nove curtas da programação da Mostra Universitária de Cinema e Audiovisual 2026 de 13 a 27 de abeil
De 13 a 27 de abril, a Itaú Cultural Play (IC Play) exibe nove curtas-metragens da programação de 2026 da MUCA – Mostra Universitária de Cinema e Audiovisual, marcando a primeira parceria entre o festival e a IC Play. Dirigidos por alunos e ex-alunos de universidades, os filmes transitam pelo documentário, drama, ficção científica, fantasia, aventura, animação e experimentação. No conjunto, apresentam múltiplas visões e perspectivas em termos de tema, técnica, estética e narrativa, com assinaturas visuais próprias de cada diretor.
Os filmes exibidos na plataforma são: Sertão 2138 (Pernambuco, 2024), de Deuilton Junior; Coração Peludo (Paraná, 2024), de Luc da Silveira; A cor do silêncio (Rio de Janeiro, 2025), de João Guesser; Riscando fósforos (São Paulo, 2024), de Carol Mattarazzo e Duda Zarzour; Da aldeia à universidade (Tocantins, 2025), de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo; Paralelas (Ceará, 2025), de Igor Mota; Queerjoy (Mato Grosso, 2025), de Vitor Manoel Evangelista Santana; Nova Aurora (Pernambuco, 2024), de Victor Jiménez; e Vivacidade (São Paulo, 2025), de Fernanda Bulgarelli e Brenno Machado.
Em sua segunda edição, a Mostra Universitária de Cinema e Audiovisual (MUCA) apresenta a Sessão Panorama, composta por curtas-metragens de ficção, não ficção e animação que reverberam o ímpeto criativo e vanguardista da produção universitária. Com uma seleção de filmes nacionais pensados para revelar a multiplicidade de realizadores ao redor do país, cada um dos trabalhos desta sessão reflete características ímpares, expõem debates com temas recentes e revelam sentimentos e preocupações de uma geração. Realizada na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, de 6 a 12 de abril, esta edição reúne mais de 100 produções, entre curtas-metragens, animações e videoclipes.
Os filmes
No campo da ficção científica e da fantasia, Sertão 2138 é ambientado em um futuro árido, no qual uma cientista conquista acesso a uma estação espacial, evocando reflexões sobre tecnologia e território. Em Coração peludo o espectador acompanha uma cirurgia de transplante de coração que, inesperadamente, revela um órgão de natureza incomum.
Na esfera dramática, A cor do silêncio apresenta uma narrativa sensível construída a partir de um conflito cotidiano: o pedido de um morador para alterar a cor da porta de seu apartamento. A partir disso, surgem camadas profundas de estigmas e preconceitos. Em Riscando fósforos, diante da iminência do fim do mundo, um grupo de adolescentes busca refúgio em uma casa de campo. Por sua vez, o filme experimental Queerjoy reúne relatos de jovens sobre pertencimento, identidade e a busca por espaços de expressão em uma sociedade ainda marcada pelo preconceito.
Os documentários Da aldeia à universidade e Paralelas abordam, sob diferentes perspectivas, questões sociais e territoriais. O primeiro acompanha dois jovens indígenas, Srowasde Xerente e Krtadi Xerente, que, ao deixarem suas aldeias para ingressar no ensino superior, experimentam diferenças culturais e processos de adaptação. O segundo observa o cotidiano de dois espaços separados por pontes e propõe uma reflexão sobre memória, afeto e resistência a partir de realidades que coexistem.
Por fim, Nova aurora e Vivacidade utilizam da animação em suas narrativas. O primeiro acompanha o processo de autodescoberta de uma jovem artista que vive com o pai surdo, enquanto o segundo propõe um olhar alternativo sobre a cidade de São Paulo.
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