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Nove filmes chegam ao catálogo do Itaú Cultural Play nesta sexta (26)
Filmes de Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Luiz Sergio Person, Luiz Bolognesi, Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, Adirley Queirós e Joana Pimenta, Marina Thomé, Pedro Serrano e Dênia Cruz, compõem as nove produções que chegarão ao Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma de streaming gratuita dedicada ao cinema brasileiro, recebe nesta sexta (26). Entre clássicos restaurados, documentários musicais e obras contemporâneas premiadas, a seleção reúne títulos que dialogam com a história do cinema nacional e com a diversidade temática e estética da produção recente.
Esta seleção também entra na celebração do mês de aniversário de cinco anos da plataforma, cumpridos no dia 19, Dia do Cinema Brasileiro. Neste período, a Itaú Cultural Play já disponibilizou 1.863 produções e mantém atualmente um catálogo com 559 títulos. A plataforma também ampliou sua rede de parcerias, somando 29 festivais de cinema e alcançando produções de todos os estados brasileiros. Atualmente, a IC Play oferece ao público 21 mostras em cartaz, reafirmando seu compromisso com a difusão, preservação e valorização da diversidade do audiovisual nacional.
Os filmes
Entre títulos que chegam à plataforma está Guerra Conjugal (RJ, 1974), de Joaquim Pedro de Andrade. Adaptado de contos do escritor Dalton Trevisan, o longa-metragem entrelaça três histórias marcadas por relações amorosas conturbadas: um casal de idosos que vive em constantes brigas, um advogado que lida com o desejo de suas clientes e um homem que tenta conquistar uma jovem sob o olhar vigilante da mãe dela. Vencedor do Festival de Brasília de 1975, o filme é considerado uma das obras-primas do diretor e será exibido em versão restaurada.
Também passa a integrar o catálogo Cartola – Música para os Olhos (RJ, 2007), de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. O documentário revisita a vida e a obra de Angenor de Oliveira, o Cartola, fundador da Estação Primeira de Mangueira e um dos nomes centrais da música brasileira. A narrativa reúne imagens de arquivo, performances musicais e participações de artistas e personalidades que atravessaram sua trajetória.
Representando a produção contemporânea e sob direção de Adirley Queirós e Joana Pimenta, Mato Seco em Chamas (DF, 2022) acompanha as irmãs Chitara e Léa, que comandam uma refinaria clandestina em Sol Nascente, na Ceilândia. Premiado em festivais brasileiros e internacionais, o longa-metragem combina elementos do cinema de gênero, ficção e documentário.
O roteiro de Liberdade Sem Conduta (RN, 2024), de Dênia Cruz, traz a história de Amanda, que tenta reconstruir a própria vida após ter sido condenada por encomendar a morte do marido, com quem vivia uma relação violenta e abusiva. Enquanto cumpre pena em regime semiaberto, ela revisita a experiência escrevendo um livro.
Outro clássico incorporado ao catálogo é São Bernardo (RJ, 1972), de Leon Hirszman. Adaptação do romance de Graciliano Ramos, o filme acompanha Paulo Honório, sertanejo que enriquece, compra uma fazenda e constrói sua fortuna explorando tudo e todos. O casamento com uma professora, porém, se torna o ponto de partida para sua ruína. O longa-metragem conta com atuações de Othon Bastos e Isabel Ribeiro e trilha sonora de Caetano Veloso.
Em Aquilo que Eu Nunca Perdi (SP, 2021), a diretora Marina Thomé retrata a trajetória da compositora e instrumentista Alzira E. Parceira de artistas como Itamar Assumpção, Ney Matogrosso e Tetê Espíndola, a cantora é apresentada por meio de performances, entrevistas, imagens de arquivo e registros de seu processo criativo. O documentário, contemplado pelo edital Rumos Itaú Cultural, venceu o prêmio de Melhor Documentário no 13º In-Edit Brasil.
A seleção inclui ainda Saudosa Maloca (SP, 2023), de Pedro Serrano. Em uma mesa de bar, Adoniran Barbosa (Paulo Miklos) relembra histórias e personagens de uma São Paulo que já não existe. O filme reúne situações e canções do sambista, como Trem das Onze e Saudosa Maloca, e dialoga com a tradição da comédia cinematográfica popular brasileira.
Produzido em 1965, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, conta a história de Carlos, um homem de classe média insatisfeito com sua vida e sem perspectivas de mudança. Com narrativa em primeira pessoa e fotografia em preto e branco, o longa-metragem constrói um retrato da alienação e da industrialização do país. Ao longo do ano de lançamento, o filme recebeu prêmios no Festival de Brasília, na Mostra Internacional de Cinema Novo, na Itália, e os troféus Saci de melhor direção e montagem. Presença recorrente em listas dos melhores filmes brasileiros, a obra ganhou restauração em 4K, apresentada no Festival Il Cinema Ritrovato, na Itália, dedicado à preservação de clássicos do cinema mundial.
Encerrando a programação, Uma História de Amor e Fúria (São Paulo, 2013), de Luiz Bolognesi, acompanha um herói indígena imortal que atravessa séculos da história brasileira, passando pela colonização, escravidão, ditadura civil-militar e um futuro distópico situado em 2096.
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